Reunião pedagógica é realizada para alinhamento e início de disciplinas nos cursos LIEBI e LIEQ


Por em 8 de outubro de 2026



                                                                     

 

A coordenação do Programa de Formação Docente para a Diversidade Étnica e Cultural (PROETNOS/UEMA) realizou sua sistemática reunião pedagógica no dia 07 de outubro, de forma híbrida com docentes, assistentes e equipes de apoio para alinhar os princípios político-pedagógico que orientam os processos formativos dos cursos do PROETNOS que estão sendo desenvolvidos em distintos territórios étnico cultural e Campi/Polo da UEMA.

O encontro foi marcado pela troca de experiências, orientações aos novos professores/as e pelo debate sobre uma das principais características do Proetnos/Uema: a aproximação entre universidade e comunidades, levando a formação superior para dentro dos territórios quilombolas e indígenas, a universidade para além dos muros.

Durante a reunião, foi ressaltado que uma das inovações do Proetnos/Uema é justamente sair dos espaços tradicionais da universidade e desenvolver os cursos nos próprios territórios étnicos inseridos no estado do Maranhão. A proposta busca reconhecer as especificidades de cada comunidade e construir uma formação que dialogue com suas realidades, culturas, saberes e formas próprias de organização. Nesse sentido, o território deixa de ser apenas o local onde as aulas acontecem e passa a fazer parte do próprio processo pedagógico.

O momento também reforçou que as atividades desenvolvidas pelos estudantes devem contribuir para a produção de conhecimentos e materiais que permaneçam nos próprios territórios.

Através do diálogo, a perspectiva que se caminha é para pensar formas distintas não normativas de avaliação, repousando em atividades que ultrapassem uma lógica de reproduzir conceitos, mas de agregar as suas próprias experiências, histórias e ancestralidades, objetivando em atividades com finalidades de retorno para a comunidade. A perspectiva é que o processo formativo contribua e potencialize para uma autonomia pedagógica nos territórios indígenas e comunidades quilombolas e agroextrativistas, valorizando suas próprias histórias e experiências.

A equipe também apresentou orientações sobre a reprodução e distribuição de materiais impressos para os cursistas. O programa disponibiliza materiais impressos para utilização durante as disciplinas e conta com as coordenações e apoios locais em diferentes municípios e territórios. Esses apoios têm papel importante na logística dos cursos, auxiliando na chegada dos docentes, distribuição de materiais e comunicação com as turmas.

Ao levar os cursos para os territórios, valorizar suas especificidades, incentivar a produção acadêmica vinculada às realidades locais e fortalecer a autonomia pedagógica, o Proetnos/Uema constrói uma formação que procura articular universidade, comunidade, território e transformação social.

A reunião encerrou reforçando a disponibilidade da coordenação para acompanhar os docentes durante o processo formativo e a importância do diálogo permanente entre professores, assistentes, apoios locais, cursistas e comunidades.

                                                                         

Por: Natália Almeida/Estagiária sob supervisão da Equipe PROETNOS



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